Inclusão & Diversidade: o que podemos aprender com os alimentos?

Em ambientes cada vez mais desafiadores e com todo este distanciamento social, aprender sobre as diferenças inerentes a cada um se tornou ainda mais importante para que o espírito de colaboração, cooperação e inovação surjam e os negócios fluam sem grandes impactos

Por Andréa S. Regina*

O que podemos aprender com os alimentos, quando o assunto é Inclusão & Diversidade?

Devíamos sempre nos espelhar na natureza, afinal, fazemos parte deste TODO, ainda que por muitas vezes nos esqueçamos disso. É fato que o Homem ainda se sente superior aos demais seres vivos, basta olharmos para a forma que nos relacionamos com a Terra. Estamos em uma jornada de aprendizagem e sofrendo as consequências destes anos todos de desrespeito ao planeta. Mas a ironia é que, mesmo entre os próprios seres humanos, uns se sentem superiores aos outros.

No entanto, assim como na natureza, independentemente da espécie, TODAS elas tem o seu papel no equilíbrio da vida no planeta. A humanidade, independentemente da sua raça, cor, credo, orientação sexual, identidade de gênero, condição física, tem o seu papel na construção da sua história e é a pluralidade desta diversidade que nos torna seres mais sábios, melhores e no caminho contínuo da evolução.

“Trabalhar com a inclusão é valorizar o que o outro nos traz de melhor. É dar espaço para a colaboração, para a escuta ativa. É promover uma cultura de respeito, acima de tudo, e de ações que fortaleçam a equidade, onde cada qual, independentemente do seu marcador social, possa se desenvolver, crescer e ser sempre a sua melhor versão, sem medos, sem amarras.”

Quando olhamos para os alimentos e para a nossa relação com a comida é evidente a riqueza de nutrientes: vitaminas, sais minerais, carboidratos, proteínas, lipídeos etc Todos tem sua função nutricional dentro do nosso organismo, seja atuando como reguladores, construtores ou energéticos. E, se algum faltar, corremos o risco de adoecer. A diversidade humana tem sua função também rumo à evolução da humanidade, atuando como balizador do desenvolvimento social. Sem estas diferenças, que incluem também a diversidade de ideias, pensamentos, culturas, a Humanidade pereceria, não seguiria adiante.

E é essa relação de conexão, de interdependência, de cooperação, de respeito ao diferente que enriquece os ambientes corporativos, mas esta relação só aparece quando a INCLUSÄO desta diversidade humana é, de fato, trabalhada.

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Diria que o arroz e o feijão representam a diversidade comum no prato do brasileiro, mas a mistura é que faz da feijoada ser o que é. A inclusão é saber fazer esta mistura dar certo . O trabalho de fortalecimento de uma cultura inclusiva, portanto, é essencial para que haja um ambiente corporativo próspero, inovador e produtivo. Por isso, a simples contratação de negros, de pessoas com deficiência, de mulheres, de gays não basta. As condições de um ambiente de respeito e de promoção da equidade de oportunidades precisam ser desenvolvidas e institucionalizadas.

Assim como nos alimentarmos de forma equilibrada, com toda a representatividade dos nutrientes de nada adiantará se o nosso organismo não estiver 100% bem para absorver todos os nutrientes.Um organismo saudável é um ambiente corporativo inclusivo.

Pensem a respeito 😉

*Andréa S. Regina é consultora de D&I e Sustentabilidade, parceira do Pé de Feijão e esteve por mais de 20 anos no mercado corporativo em grandes multinacionais. Nos últimos 7,5 anos na Serasa Experian, como responsável para a América Latina da área de Inclusão e Diversidade, Sustentabilidade e Responsabilidade Social.